sexta-feira, 30 de outubro de 2015

"O QUE SIGNIFICA A "FESTA DA LUA NOVA" EM ISAÍAS 66:23"?

Alberto R. Timm
No cerimonial religioso hebreu, a “Festa da Lua Nova” ocorria no início de “cada mês”, sendo celebrada “todos os meses do ano” (Nm 28:11 e 14). Como ocasião especial de adoração (Ez 46:1-8), nesse dia tocavam-se as trombetas sagradas e ofereciam-se “holocaustos” e “ofertas de manjares” ao Senhor (Nm 10:10; 28:11-15; Sl 81:3); o povo abstinha-se de atividades comerciais e seculares (Am 8:5); realizavam-se também banquetes especiais (1Sm 20:5, 18, 24, 27 e 34); e pelo menos algumas pessoas costumavam visitar os profetas (2Rs 4:22 e 23).
O Antigo Testamento emprega, de forma simultânea, as expressões “sábados”, “Festas da Lua Nova” e “festas fixas” (1Cr 23:31; 2Cr 2:4; 8:13; 31:3; Ne 10:33; Is 1:13 e 14). Em Isaías 1:1015 é mencionado o hipócrita culto pré-exílico associado com “as Festas da Lua Nova, os sábados, e a convocação das congregações” ou “vossas solenidades”. Mas, desconhecendo as “festas fixas” anuais dos israelitas, Isaías 66:22 e 23 fala apenas do sábado (semanal) e da Festa da Lua Nova (mensal) como ocasiões especiais em que os remidos haveriam de adorar a Deus nos “novos céus” e na “nova terra” (comparar com Ap 21:1). Em outras palavras, Isaías anteviu, nesse texto, que os remidos haverão de se reunir semanal e mensalmente para adorar o seu Criador (comparar com Ap 7:9-12).

Fonte: Sinais dos Tempos, janeiro/fevereiro de 2001. p. 19 (usado com permissão)


"COMO INTERPRETAR OS "SÁBADOS" MENCIONADOS EM COLOSSENSES 2:16 E 17"?

Dr. Alberto Timm
 Um dos textos bíblicos mais usados contra a observância do sábado do sétimo dia é Colossenses 2:16 e 17: “Ninguém, pois, vos julgue por causa de comida e bebida, ou dia de festa, ou lua nova, ou sábados [grego sabbátōn], porque tudo isso tem sido sombra das coisas que haviam de vir; porém o corpo é de Cristo.” A maioria dos intérpretes vê a expressão “dia de festa, ou lua nova, ou sábados” como uma progressão anual/mensal/semanal. Por mais difundida que seja essa interpretação, existe também a possibilidade, de acordo com Kenneth A. Strand, de “que Paulo estava usando o recurso literário comum do paralelismo invertido, assim movendo-se das festas anuais às mensais e novamente às anuais”. Além disso, é importante lembrarmos que “Colossesses trata, não com dias em si, mas com cerimônias” (Kenneth A. Strand, “The Sabbath”, em Handbook of Seventh-day Adventist Theology, p. 506).
Existem muitas discussões quanto ao texto do Antigo Testamente de onde poderia ter sido extraído a expressão “dia de festa, ou lua nova, ou sábados”. Comentaristas bíblicos sugerem pelo menos nove diferentes passagens (ver Nm 28-29; 1Cr 23:29-31; 2Cr 2:4; 8:12, 13; 31:3; Ne 10:33; Ez 45:13-17; 46:1-15; Os 2:11). Mas um estudo exegético, linguístico, estrutural, sintático e intertextual de Colossenses 2:16 com esses textos, desenvolvido por Ron du Preez, constatou que o verdadeiro antecedente dessa expressão está em Oséias 2:11, que diz: “Farei cessar todo o seu gozo, as suas Festas de Lua Nova, os seus sábados e todas as suas solenidades”. Enquanto os dias de “festa” (hebraico hag; grego heortē) dizem respeito às “três festas de peregrinação da Páscoa, do Pentecostes e dos Tabernáculos”, os “sábados” (hebraico sǎbbāt; grego sábbata) se referem às três celebrações adicionais das Trombetas, da Expiação e dos Anos Sabáticos. – Ron du Preez, Judging the Sabbath: Discovering What Can’t Be Found in Colossians 2:16 (Berrien Springs, MI: Andrews University Press, 2008), p. 47-94. A tentativa de associar os “sábados” de Colossenses 2:16 com o sábado semanal parece não endossada nem pelo contexto anterior e nem pelo posterior dessa passagem.
O verso 14 afirma: “tendo cancelado o escrito de dívida, que era contra nós e que constava de ordenanças, o qual nos era prejudicial, removeu-o inteiramente, encravando o na cruz”. Já o verso 17 acrescenta: “porque tudo isso tem sido sombra das coisas que haviam de vir; porém o corpo é de Cristo”. Somente os “sábados” cerimoniais judaicos, instituídos no Sinai (ver Lv 23), podem ser qualificados como “ordenanças” e “sombras” (Cl 2:17). O “sábado” do sétimo dia, instituído na semana da criação (ver Gn 2:2, 3), é de natureza moral e não pode ser qualificado como mera “sombra das coisas que haviam de vir”. Por conseguinte, de acordo com Ron du Preez, “o ‘sábado’ de Colossenses 2:16 deve ser necessariamente entendido como se referindo aos sábados cerimoniais da antiga religião hebraica, e não ao sábado do sétimo dia entesourado explicitamente no Decálogo” (Ibid., p. 89). É evidente, portanto, que o conteúdo de Colossenses 2:16 e 17, geralmente usado para invalidar a santidade do sábado bíblico, não suporta essa tentativa. Como sinal da aliança eterna entre Deus e os seres humanos (cf. Gn 2:2, 3; Is 66:22, 23), o sábado semanal transcende a todas as demais alianças locais, sendo de natureza perpétua e imutável.

Fonte: Revista do Ancião (julho – setembro de 2010)


sábado, 10 de outubro de 2015

"AVISO PARA AOS ADVENTISTAS SOBRE QUEM SERÃO OS FISCAIS DA LEI DOMINICAL"


"PAPA ANUNCIA CHIP NOVA MOEDA DO FUTURO" ( ANTI-CRISTO )


"UNIÃO DAS IGREJAS E A PROFECIA"


"O PAPA, O DOMINGO E OS "FUNDAMENTALISTAS".




"Para o Papa Francisco, o fundamentalismo religioso nos desvia do verdadeiro Deus".

  .- O fundamentalismo religioso mantém Deus à distância, e mantém os crentes de construir pontes com os outros, o Papa Francis refletido no domingo, durante uma entrevista de rádio.

"Nosso Deus é um Deus próximo, que acompanha. Os fundamentalistas manter longe de Deus que acompanha o seu povo, eles desviar suas mentes dele e transformá-lo em uma ideologia. Então, em nome desse deus ideológico, eles matam, eles atacar, destruir, calúnia. Em termos práticos, eles se transformam em um Deus que Baal, um ídolo ", disse ele em uma entrevista de rádio que foi ao ar 13 setembro
"Nenhuma religião está imune a seus próprios fundamentalismos", disse ele. "Em todas as religiões, haverá um pequeno grupo de fundamentalistas cujo trabalho é destruir por causa de uma idéia, e não a realidade. E a realidade é superior a idéias. "
O Papa disse que nenhuma religião está imune a possibilidade de fundamentalismo. Ele disse que o fundamentalismo, em vez de criar uma ponte, cria uma parede que bloqueia encontro com outra pessoa. Ela busca maneiras de discordar. Com o fundamentalismo, ele disse, "você não pode ter amizade entre os povos."Seus comentários foram feitos em uma ampla entrevista com Marcelo Figueroa, um protestante evangélica que é amigo pessoal do Papa e jornalista em Buenos Aires 'Rádio Milenium.
Em suas outras observações, o Papa observou que muitos dos fiéis derramar suas vidas a ele quando ele conhece-los.
"Um padre tem que ser uma ponte, é por isso que eles chamam de um pontífice", disse ele, aludindo ao significado original, literal de "pontifex" como "construtor de pontes".
Ele alertou para a tentação para os sacerdotes e bispos a retirar-se "a partir desses tipos de pessoas que Jesus passou Mathew 25 falando." O Papa comparou-os legalistas, os fariseus e os saduceus que ensinavam a lei e se consideravam ser puro.
O Papa também discutiu sua encíclica Laudato si ', sobre os cuidados para a nossa casa comum.
"É óbvio que estamos maltratando criação. Nós não somos os amigos da criação, nós tratá-la às vezes como o pior inimigo ", disse ele.Ele observou problemas como desmatamento, uso indevido de água, o esgotamento de terras agrícolas férteis e extração mineral que utilizam produtos químicos venenosos.Ele ressaltou a missão da humanidade para cuidar da Terra e advertiu contra o "mau uso criação para realizar seus propósitos."
A humanidade também faz parte da criação, e as preocupações do Papa incluem abuso da humanidade por "um sistema criado para fazer dinheiro."
O Papa também falou sobre sua experiência em primeira mão de pessoas que abusam de amizade, algo "sagrado", para ganho pessoal.Esta forma de amizade "me dói", disse ele.
"Eu me senti usado por algumas pessoas que se apresentavam como" amigos "com quem eu não ter visto mais de uma vez ou duas vezes na minha vida, e eles usaram isso para seu próprio ganho. Mas esta é uma experiência que todos nós temos sofrido: amizade utilitária ", disse o papa.